LatinVision Media Business News

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Se Cruzeiro for campeão brasileiro, Atlético-MG já está na Libertadores

A CBF publicará até o fim da semana que vem uma resolução sobre as cinco vagas destinadas aos clubes brasileiros para a Copa Libertadores de 2015, na qual explicará como ficará a classificação dependendo das decisões da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana. No comunicado, segundo apurou o UOL Esporte, estará previsto que se um mesmo clube vencer o Brasileirão e a Copa do Brasil, o vice desta segunda competição herdará a vaga direta para a Libertadores. Ou seja, o Atlético-MG já estará classificado caso o Cruzeiro seja campeão brasileiro.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

UOL lança aplicativo Guia para carros da Ford

Já caiu na armadilha de tentar encontrar no seu smartphone um cinema, restaurante ou barzinho de última hora enquanto dirige? Agora você pode fazer essa busca com segurança, sem tirar a mão do volante. O aplicativo Guia UOL integrado com o sistema Sync Applink, da Ford, já está disponível para as plataformas iOS e Android.

A navegação no aplicativo é fácil, intuitiva e pode ser feita por comando de voz acionando o botão da direção. Basta conectar o seu iPhone ou smartphone Android por bluetooth ou com um cabo no painel do carro. O sistema já está no Novo Ka e foi recentemente incorporado à picape Ranger 2015.

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sábado, 11 de outubro de 2014

Prefeitura diz que Itaquerão foi mais barato que previsto e quer 'desconto"

O custo do Itaquerão para Corinthians e Odebrecht bateu a casa de R$ 1 bilhão. Na avaliação da Prefeitura de São Paulo, porém, o estádio que recebeu a abertura da Copa custou R$ 675 milhões. O valor mais baixo é a explicação para o órgão municipal ter liberado R$ 15 milhões a menos que o previsto para o clube e a construtora, como divulgado pela Folha de S. Paulo no meio da última semana.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ryanair cancela seu calendário anual com tripulação seminua

Conhecida por publicar, anualmente, um calendário polêmico com mulheres membros da tripulação usando biquínis, a companhia aérea irlandesa Ryanair decidiu que irá cancelar sua conhecida publicação. As informações são do Daily Mail.

O calendário é publicado anualmente desde 2008. O projeto, que costuma arrecadar grandes quantidades de dinheiro para instituições de caridade, recebeu uma série de críticas nos últimos anos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Google indenizará Barrichello em R$ 200 mil por perfis no Orkut

O Orkut morre oficialmente nesta terça, 30/9, segundo definiu a Google, mas, hoje, dia 29, o Superior Tribunal de Justiça informa que a rede social vai custar R$ 200 mil em indenização ao piloto Rubens Barrichello. Desde 2006, ele reclama da criação de “perfis difamatórios” e de que não foi atendido quando pediu a remoção daqueles.

Ex-corredor da Fórmula 1, hoje na Stock Car, Barrichello pedia R$ 850 mil, além de outros R$ 50 mil cada vez que uma nova “comunidade ofensiva” fosse criada. “Em decisão unânime, a Terceira Turma entendeu que tal exigência traduziria uma espécie de censura prévia, cujo exercício não pode ser imposto ao Google”, informa o STJ.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Suco de limão pode ajudar ESA a construir foguetes de maneira sustentável

Pesquisadores da ESA (Agência Espacial Europeia) estão pesquisando as propriedades do ácido cítrico, encontrado no suco de limão, na preparação de aço inoxidável, material de extrema importância na fabricação de satélites e foguetes. Com a substância, eles querem desenvolver um método alternativo e ambientalmente sustentável para preparar o metal.

Antes de serem colocadas em uso, as peças feitas com aço inoxidável devem ser primeiro "passivadas", ou seja, é preciso retirar sua camada superficial para remover quaisquer imperfeições ou contaminação que sobraram do processo de usinagem, que poderiam resultar em ferrugem.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Saiba quanto um bilionário pode torrar por mês sem precisar trabalhar

O que você acharia de torrar o máximo de dinheiro que conseguir e, após um ano, descobrir que seu patrimônio só aumentou?

Essa é a realidade de qualquer um dos bilionários brasileiros que não concentram sua fortuna em ações de empresas que viram pó.

Se uma pessoa como Silvio Santos, dono do SBT, Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, ou Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, colocar o seu patrimônio em títulos públicos, ganhará mais de R$ 90 milhões por ano somente com o rendimento real dessa aplicação, o que dá mais de R$ 7 milhões mensais.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Forbes: Lemann, do Burger King, é o brasileiro mais rico

Um  dos controladores da cervejaria Ambev e do fundo de participações 3G Capital (Burger King, B2W e Heinz), Jorge Paulo Lemann é o brasileiro mais rico do mundo, de acordo com o ranking divulgado pela revista Forbes Brasil. Sua fortuna é estimada em R$ 49,85 bilhões.

Com fortuna de R$ 35,98 bilhões, o banqueiro Joseph Safra, cofundador do Banco Safra, aparece em segundo lugar. O terceiro mais rico é Marcel Hermann Telles, que também tem participação na 3G Capital, com fortuna estimada em R$ 25,58 bilhões.

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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Eike Batista completa um ano fora de ranking de bilionários da 'Forbes'

Foi em 2 de setembro de 2013 que a "Forbes" anunciou: "o brasileiro Eike Batista, que já foi o sétimo mais rico do mundo, não é mais um bilionário". Na época das vacas gordas, o empresário chegou a dizer que se tornaria o mais rico do mundo até 2015. 

Há um ano, a fortuna do empresário tinha sido reduzida a US$ 900 milhões (cerca de de R$ 2,02 bilhões), segundo cálculos da revista. Apesar de ainda continuar bilionária em reais, a "Forbes" considerou o montante em dólares e, por isso, limou Eike da seleta lista dos mais ricos do mundo.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Brazil's ex-Petrobras director Paulo Roberto Costa 'claims corruption'

Paulo Roberto Costa - who is in jail and being investigated for involvement in the alleged scheme - named a minister, governors and congressmen.

Among them were members of the governing Workers Party and groups which back President Dilma Rousseff.

But the names, published in a magazine, also included rivals of Ms Rousseff.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Gisele Bundchen Launches Her Intimates Lingerie Line in Brazil!

Gisele Bundchen happily strikes a pose in a sexy white dress while attending her Gisele Bündchen Intimates Launch on Tuesday (August 26) in Sao Paulo, Brazil.

The 34-year-old Brazilian supermodel made sure to show off the undergarments from the collection including bras, panties, and nightgowns, which can all be ordered from the official website.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Brazil: "It is not a matter of revenue, but educational marketing"

The purchasing power of Brazilians has increased in the last decade and the greater access to information has resulted in consumers being more aware and demanding. 

In his dissertation during the first edition of PMA Fresh Connections Brazil, Jose Luiz Tejon Megiddo, of ESPM (Superior School of Marketing) spoke about five trends in contemporary food:

The Food Telling or food with a message. These focus on informing consumers in a transparent, attractive and familiar way, generating a sense of identity and authenticity for the food itself.

The second one is the Super Sense (multisensory experience), which aims to stimulate the senses and result in an original, enjoyable, intense and complete sensory experience.

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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ohio State prepares to open Global Gateway in Brazil

Buckeye Nation is starting to look more like Buckeye International, as scarlet and gray influence is set to spread south of the equator.

Ohio State is set to launch its next Global Gateway office in São Paulo, Brazil on Sept. 13. It’s slated to cost the university $375,000 over the next two years, with funding coming from the OSU Office of Academic Affairs, said Christopher Carey, director of Global Gateways.

The Global Gateway program aims to give OSU a presence in selected countries by providing students, alumni and faculty opportunities for networking, studying abroad and conducting research, according to its website. There are currently offices in Shanghai, China, and Mumbai, India.

A main goal of the Brazil gateway is to resemble an embassy for students, said William Brustein, vice provost for global strategies and international affairs. And one way to do that, he said, is through awareness.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Vivendi to sell Brazil unit to Telefonica for $9.83 billion

Vivendi SA  VIVEF -0.30% , the French company behind Universal Music, said Thursday it would start exclusive talks to sell its Brazilian mobile phone unit GVT to Spain’s Telefonica SA for $9.83 billion.

The move will essentially complete Vivendi’s exit from the telecoms business and raise cash for it to invest in the media and content business, which it has identified as its future priorities. It had already sold its French mobile network operator, SFR, for $23 billion in April, and completed the sale of its Moroccan operations in May.

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Antonio Ermirio de Moraes, Brazilian Billionaire, Dies at 86

Aug. 25 (Bloomberg) -– Antonio Ermirio de Moraes, the Brazilian entrepreneur who became a billionaire after expanding his family’s industrial conglomerate, has died. He was 86.

He died yesterday of heart failure at his Sao Paulo home, his company confirmed in an e-mail.

After taking the helm of Votorantim Group, the family company, following his father’s death in 1973, Ermirio de Moraes guided it through Brazil’s hyperinflation era, added new units through the 1980s and a bank in 1991. It is now the nation’s biggest cement maker and has interests in aluminum, pulp and paper, energy, agriculture and finance.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Brazil Prosecutor wants Apple and Google to remove ‘Secret’ from app stores and devices

Secret is, at its core, an incognito social network that lets people anonymously share their thoughts about any topic they desire. Other people can also anonymously reply to posts. Unfortunately for the service, it has caught the attention of a Brazilian prosecutor, as reported by 9to5Mac.

According to the report, the prosecutor is pushing for not only Apple and Google to remove the application from their respective app stores, but to also remotely delete the application from every device that has it installed. The reason for this is the advent of cyberbulling and harassment, which has brought negative attention to Secret in the past.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sony Entertainment Network Launches Video Unlimited Service In Brazil

SAN MATEO, Calif., Aug. 21, 2014 /PRNewswire/ -- Sony Network Entertainment International today announced that Video Unlimited, the company's streaming and digital download video service, is now live in Brazil.

Video Unlimited offers Brazilian customers convenience and variety by delivering a broad and frequently updated collection of blockbuster and classic movies to rent or purchase. Video Unlimited content is available on a number of connected systems including PlayStation®4 (PS4™) and PlayStation®3 (PS3™), providing instant access to movies they know and love and the freedom to discover and enjoy new content.

"Brazilian PlayStation fans are passionate gamers who love immersive and immediate entertainment experiences across all of their devices," said Michael Aragon, Vice President and General Manager of Global Digital Video and Music Services at Sony Network Entertainment International. "Video Unlimited delivers blockbuster films like The Amazing Spider-Man 2, Robocop, 300: Rise of an Empire, The Lego Movie, as well as timeless classics through a convenient, single sign-on account bringing endless entertainment directly to our consumers."

Video Unlimited provides instant streaming access to movies through PlayStation®Store (PS Store) on PS4 and PS3 systems, as well as select connected Sony BRAVIA® television and Blu-ray Disc™ players1 through the Video Unlimited application. Users can also download and play movies on PlayStation®Vita (PS Vita), Windows-based PCs through Sony's Media Go application, and Sony Xperia™ smartphones and tablets23 through the Video Unlimited application.

For more information on the launch of Video Unlimited in Brazil, please visit www.sony.com.br/AssistaFilmes.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Valor corresponde às ofertas primária e secundária, segundo termos da operação publicados nesta terça-feira

Jan 24, 2012 | por Germano Lüders

EXAME – A companhia diz que será a maior do segmento de turismo do Brasil e da América Latina em vendas após a oferta, segundo o prospecto preliminar enviado à CVM

Rio de Janeiro – O grupo de turismo Brasil Travel pode movimentar até 1,42 bilhão de reais em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) primária e secundária, segundo termos da operação publicados nesta terça-feira.

O anúncio do IPO acontece um dia depois que a companhia de serviços de exploração de petróleo e gás Seabras divulgou os termos de sua operação de até 1,7 bilhão de reais, na segunda-feira .

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Growth of YouTube in Brazil lures marketers

Dec 22, 2011 | by Cotton Delo

Joe Penna, aka MysteryGuitarMan, 24, has the 11th-most-subscribed channel on YouTube, but he's noticed a shift in the audience tuning in for his weekly short films since he started making them in 2006. A resident of Los Angeles and native of Sao Paulo, Mr. Penna now estimates that 30% of his audience is in Brazil, up from about 5% to 10% when he started.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Investidores querem olhar Gafisa como donos

Um grupo de gestores de fundos de investimento está conversando para criar uma agenda estratégica para a incorporadora Gafisa. A iniciativa é do investidor Guilherme Affonso Ferreira, presidente da Bahema Participações, que passou a integrar o conselho de administração da incorporadora após a assembleia realizada em abril. Ferreira confirma o desejo de agrupar investidores, aos moldes do que aconteceu na Eternit, a primeira companhia aberta brasileira a ter o capital pulverizado.

"Falta à Gafisa alguém que perca o sono se o negócio for mal", resume Ferreira.
O investidor era acionista da Eternit no momento que a controladora se desfazia do investimento. Conseguiu unir um grupo de investidores, com representatividade no conselho, que fortaleceu a diretoria da empresa e traçou metas que foram constantemente acompanhadas e cobradas. Assim como a companhia de amianto, a Gafisa hoje não possui um grupo controlador - está totalmente pulverizada no mercado.

Ferreira não pretende reunir investidores para tomar o controle de fato da companhia. Mas formar um grupo que tenha pensamento afinado e que trace diretrizes para a empresa. "A ideia é lançar um olhar de dono para a companhia. Identificar o que está acontecendo com ela hoje e imaginar o que queremos que a Gafisa seja daqui a alguns anos", afirma.

Ferreira não fornece mais detalhes sobre a situação da companhia ou que pontos poderão fazer parte dessa agenda - o grupo de investidores ainda não está claramente formado.
Atualmente, o maior acionista da incorporadora é a gestora americana Black Rock, com 5,1% do capital. Segundo dados da Bloomberg, também possuem pequenas fatias na empresa Itaú Unibanco, BB Gestão de Recursos, Bradesco Asset, HSBC Gestão de Recursos, Schroder, JP Morgan, Polo Capital e BNP Paribas. Há informações de que a GP Investimentos, que já foi acionista da Gafisa, mas vendeu sua participação em 2007, está olhando novamente o negócio. Procuradas, a GP informou que não comenta rumores de mercado e a Gafisa não concedeu entrevista.

Uma grande dificuldade para reunir quantidade relevante de acionistas da companhia, apurou o Valor, é o fato de a empresa ter cerca de 80% de suas ações nas mãos de investidores estrangeiros, que mantêm o investimento, mas não estão acompanhando de perto nem têm o interesse de estar no dia a dia da operação.
A formação de um grupo que funcione como um dono na companhia também pode ser uma espécie de defesa para a Gafisa. Nas últimas semanas, houve muita especulação no mercado sobre a possibilidade de algum investidor, ou possivelmente os próprios concorrentes, fazerem uma oferta por fatia relevante na empresa, que está bastante descontada na bolsa.


Para Nobel da Economia, crescimento acelerado traz riscos para o Brasil

Vencedor do Nobel da Economia, o americano Robert Engle considera o Brasil “uma das nações milagrosas da última década”, mas vê risco de que o crescimento acelerado do país não seja acompanhado por suas instituições.
“Há um risco de que as coisas estejam acontecendo muito rápido, e que a infraestrutura e as instituições não consigam acompanhar (esse ritmo)”, afirmou Engle, professor de finanças na New York University Stern School of Business e vencedor do Prêmio Nobel em 2003, durante uma visita ao Rio.

“Acho que esse é um desafio contínuo, e que investidores, empresários, reguladores, instituições financeiras devem se manter um pouco conservador porque o risco existe e ninguém quer ser pego se as coisas caírem.”
Para Engle, o Brasil é um dos “grandes exemplos” de progresso, no cenário global, em lugares onde “não se esperava” ver crescimento e riqueza uma década atrás.

Em palestra na Escola de Pós-Graduação em Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Engle apresentou o sistema que vem desenvolvendo para calcular o risco potencial representado por diferentes instituições financeiras à economia dos países.
Nos Estados Unidos, Engle tem usado o sistema para analisar tanto o panorama atual como aquele apresentado antes da crise financeira que estourou em outubro de 2008. E afirma que a situação de hoje não inspira mais confiança:
“De acordo com os nossos números, os riscos hoje são maiores do que eram antes da crise financeira bater. A alavancagem não se reduziu ao nível que estava naquela época”, afirma.
Segundo Engle, os bancos americanos continuam se endividando além do patrimônio que têm, e a situação se agrava com problemas no cenário político.
“A política econômica está sendo muito dificultada pelo processo político. Muitas partes do partido republicano, sobretudo, acham que, quanto pior estiver a economia, melhor será seu desempenho nas próximas eleições. Essa é uma receita para a falta de acordos.”

Touro e salsa

Durante a palestra, ele usou duas fotomontagens para ilustrar possíveis resultados da situação atual. Na primeira, a estátua do touro de Wall Street estava caída, abatida sobre a calçada.
Na segunda, Barack Obama e Sarah Palin eram parceiros de uma salsa animada, suas cabeças sorridentes coladas aos corpos de dançarinos de belos corpos.
“Será que conseguiremos solucionar esse problema, e ver Barack Obama dançando com Sarah Palin?”

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PIB brasileiro cresce menos que os de Rússia, China e Índia

Entre todos os membros do Brics, grupo que reúne as maiores economias emergentes do mundo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o PIB brasileiro só não cresceu menos, no segundo trimestre deste ano, do que da África do Sul.
No período, segundo cálculo da Consultoria Tendências com base no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, o crescimento anualizado do Brasil alcançou 3,2% - 0,2 ponto percentual acima do registrado pela África do Sul (país incorporado ao grupo dos Brics em abril).

O maior crescimento no grupo verificou-se na China, de 9,5%, acompanhada por Índia, 7,7% e Rússia, 3,4%.
Mais afetados pela crise econômica global, a zona do euro cresceu 1,7%, e os Estados Unidos, 1,6%, no período.
Ainda que tenham crescido mais que o Brasil, China, Índia e Rússia também experimentaram uma desaceleração do crescimento no segundo trimestre.
Contudo, a desaceleração brasileira, de 1 ponto percentual em comparação com o crescimento anualizado do PIB no primeiro trimestre, foi superior à de todos os outros países.

Histórias diferentes
Para o economista Raphael Martello, da Tendências, mesmo que enfrentem uma desaceleração conjunta, os membros dos Brics vivem histórias diferentes.
Ele explica que a China e a Índia tradicionalmente têm taxas mais elevadas de crescimento e que o consumo e os investimentos internos nesses países tendem a mantê-las altas, apesar de medidas de aperto fiscal para controlar a inflação.

Já Rússia e África do Sul são mais vulneráveis a variações nos preços de energia e commodities, pois são grandes exportadoras desses recursos, e têm crescido a taxas menores.
Segundo Martello, no Brasil, a desaceleração no segundo trimestre refletiu os efeitos da política monetária apertada desde o início do ano.
Na última quarta-feira, o Banco Central começou a afrouxar o aperto ao interromper um ciclo de alta na taxa básica de juros, a Selic, iniciado em janeiro.


Brasil ganha 5 posições em ranking global de competitividade

O Brasil avançou cinco posições em um ranking anual de competitividade preparado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), mas ainda é apenas a 53ª economia mais competitiva do mundo entre 142 países analisados.
A organização destaca o grande mercado consumidor interno e o ambiente para negócios sofisticado como os pontos fortes do país, mas observa que o pouco incentivo à competição, a rigidez das leis trabalhistas e o sistema educacional são áreas de preocupação e prejudicam a posição do país no ranking.

No ano passado, a economia brasileira havia perdido duas posições no ranking, apesar de uma melhoria da avaliação do país nos critérios adotados pelo WEF para formular o ranking, após ter galgado 16 posições entre 2007 e 2009.

Outros países latino-americanos também registraram uma grande melhora no ranking neste ano: o México subiu oito posições (para 58º), o Peru ganhou seis (para 67º), a Bolívia subiu cinco (para 103º) e o Equador subiu quatro (para 101º). Panamá, Argentina, Barbados e Uruguai também ganharam posições no ranking.
O Chile, que teve uma leve melhora de avaliação, mas perdeu uma posição no ranking deste ano, permanece como o país latino-americano mais bem colocado na lista o WEF, na 31ª posição. A Argentina, que subiu duas posições, está em 85º.

Para o WEF, o desempenho geral dos países latino-americanos "está ligado a uma melhora em alguns fundamentos de competitividade, como políticas fiscais e monetárias mais sólidas e o crescimento da demanda interna, além das condições externas mais favoráveis, incluindo uma demanda robusta por commodities da China e a recuperação progressiva de economias importadoras, particularmente os Estados Unidos".

Ranking geral
A Suíça manteve a primeira posição no ranking, seguida por Cingapura, que ganhou uma posição, e Suécia, que caiu uma. Os Estados Unidos caíram uma posição entre 2010 e 2011 e agora estão em 5º no ranking.
O grupo dos dez primeiros do ranking é completado por Finlândia (4º), Alemanha (6º), Holanda (7º), Dinamarca (8º), Japão (9º) e Grã-Bretanha (10º).

Entre os grandes países emergentes, a China aparece na 26ª posição, a Indonésia na 46ª, África do Sul na 50ª, Índia na 56ª, Turquia na 59ª e Rússia na 66ª.
Para o professor da Universidade de Columbia Xavier Sala-i-Martin, um dos co-autores do estudo, a promoção da competitividade deve servir como um dos fatores para a ajudar a recuperação econômica global.

Ajuda de Brics a ricos tem 'lado mitológico', diz jornal

Uma reportagem nesta segunda-feira no diário espanhol El País afirma que existe um "lado mitológico" na mobilização de países emergentes para resgatar financeiramente os países europeus em crise.
Mais que econômica, a mudança no equilíbrio de poder global em favor dos emergentes tem também uma dimensão política, afirma o jornal.

"O mundo mudou o centro de gravidade do norte e ocidente para o sul e oriente. A globalização dispersou o poder, tão concentrado até agora, na fortaleza americana, por todo o sistema internacional", diz o jornal, em uma segunda reportagem sobre o mesmo tema.
"A mesma supremacia que se conquista, se perde. Perderam os assírios para os persas e estes, para os macedônios, que, por sua vez, acabaram cedendo-a para os romanos", raciocina o autor.
"Em tempos mais recentes não foi diferente: do império espanhol a supremacia passou ao britânico, e após a Segunda Guerra Mundial, do britânico ao americano, que durante meio século a defendeu frente ao soviético, finalmente vencido".

O jornal vê nesta jornada uma coincidência com a mitologia contida no Livro de Daniel, segundo a qual a "faculdade de conduzir a história", como disse um historiador francês do início do século 20, passaria de povo a povo ajustando-se à rotação do sol, de leste a oeste.
"Neste ponto, a leitura política da decisão dos Bric poderia se sobrepor à mitológica: segundo a profecia do Livro de Daniel, neste momento o império do mundo corresponderia de novo à Ásia, depois de haver completado uma rotação de três milênios por outros continentes."

Brasil, Rússia, Índia e China discutirão nesta segunda-feira, em Washington, nos EUA, uma possível compra de títulos europeus denominados em euro para fortalecer as economias que utilizam a moeda comum.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Brasil estuda construir hidrelétricas em 7 países da América Latina

O governo brasileiro realiza estudos para construir usinas hidrelétricas em ao menos sete países da América Latina.

Os projetos tentam atender à crescente demanda por energia da região, que vive um período contínuo de expansão econômica, mas, em alguns casos, enfrentam resistência local de ambientalistas e de críticos de um suposto "imperialismo" do Brasil.

As usinas, que gerariam cerca de 12 mil MW (Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo, gera 14 mil MW), seriam erguidas em associação com empreiteiras locais e também abasteceriam o mercado brasileiro.
Lançado neste ano, o Plano Decenal de Expansão de Energia cita projetos para a construção de hidrelétricas no Peru, na Bolívia, na Guiana e na fronteira com a Argentina.
Entre os projetos, estão seis usinas no Peru, que totalizariam aproximadamente 7 mil MW de capacidade instalada.

As hidrelétricas, listadas em acordo assinado em 2010 pelos então presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García, custariam US$ 15 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) e seriam geridas pela Eletrobrás, estatal brasileira do setor elétrico.
No entanto, em junho, o Peru cancelou a licença provisória de um consórcio brasileiro para a construção da primeira das usinas, no rio Inambari. A decisão ocorreu em meio a protestos no departamento (Estado) de Puno, o mesmo que abrigaria a hidrelétrica, pela cassação de todas as concessões nos setores energético e minerador do Peru.
Para Sinval Gama, superintendente de operações internacionais da Eletrobrás, cabe agora à empresa esperar pelas novas diretrizes a serem definidas pelo governo do presidente Ollanta Humala, que assumiu o cargo em julho.

"Cada país é soberano, cabe aos investidores se adequar às regras", disse à BBC Brasil.
Manifestantes peruanos alegam que as usinas seriam mais benéficas ao Brasil do que ao Peru, já que o país andino arcaria sozinho com o prejuízo ambiental das obras.
Em resposta a este argumento, Gama afirma que o consórcio estuda formas de exportar a energia excedente a outros países, como Chile e Argentina. "Assim, a energia poderá ser exportada para onde o Peru achar melhor."

Outros países

Na Bolívia, a Eletrobrás estuda a implantação da hidrelétrica Cachoeira Esperança, com 800 MW.
Na Guiana, a companhia verifica a viabilidade de uma usina com potência de 1.500 MW e está mapeando o potencial hidrelétrico total do país, estimado em 8 mil MW.
A energia poderá ser importada pelo Brasil por meio de interligações em Roraima e substituir o uso de combustíveis fósseis na região.
Há ainda duas usinas binacionais, que produziriam 2 mil MW, em estudo entre o Brasil e a Argentina, a serem instaladas no rio Uruguai.
Além desses empreendimentos, segundo Sinval Gama, a Eletrobrás iniciou negociações sobre possíveis investimentos no Suriname e na Guiana Francesa. Também há previsão de construção de uma hidrelétrica na Nicarágua.

Déficit energético

Para Gama, embora a carência de energia na América Latina favoreça no longo prazo os planos de expansão da Eletrobrás, no curto prazo, pode acarretar em decisões equivocadas dos governos.
"Quando o sapato aperta, procura-se um sapato folgado e só depois é que se vê qual sapato é o melhor", disse.
Ele explica que a urgência em gerar energia pode fazer com que os países optem por investimentos com resultados mais rápidos, como em usinas termelétricas.
"Mas a solução por uma matriz limpa e renovável nunca pode ser de curto prazo", afirmou. Segundo Gama, a construção de uma hidrelétrica exige uma série de estudos e licenças que dificilmente são concluídos em menos de dez anos.

'Imperialismo brasileiro'

Ao mesmo tempo em que estimula a internacionalização da Eletrobrás, o governo brasileiro tenta evitar que os investimentos da estatal nos vizinhos sejam vistos com ressalvas pelas populações locais, como se refletissem uma espécie de "imperialismo brasileiro" na região.
Por isso, segundo um diplomata brasileiro ouvido pela BBC Brasil, o governo advoga que as relações com os vizinhos não devem ocorrer somente no campo econômico, mas também em cooperação em políticas sociais e em segurança nas fronteiras, por exemplo.
Quanto aos acordos energéticos, o Itamaraty diz que o Brasil busca situações em que haja ganhos para os dois lados e ampara as negociações em tratados internacionais, que tenham respaldo de todas as partes.

Metrópoles da América Latina podem virar entrave ao crescimento, diz relatório

Um relatório da consultoria McKinsey diz que as megalópoles latino-americanas, como Rio e São Paulo, precisam entrar em um caminho de desenvolvimento sustentável se não quiserem se tornar um entrave para o desenvolvimento da região.

Antes apontadas como uma fonte de dinamismo econômico, hoje as megacidaes do continente podem perder sua majestade de "dínamo" se não investirem em planejamento urbano, defende o relatório, Construindo cidades globalmente competitivas: a chave para o crescimento latino-americano.

Rio e São Paulo, as duas metrópoles brasileiras, são citadas como exemplos de localidades que até 1970 costumavam crescer mais do que a média nacional e, atualmente, passam longe desse índice.
"As bases institucionais, sociais e ambientais dessas cidades não acompanharam o ritmo de crescimento populacional", e como consequência elas hoje são "congestionadas, mal planejadas e perigosas".
A América Latina é a região emergente mais urbanizada do planeta. Quase 80% da população do continente vive em cidades, e esse percentual deve aumentar para 84% até 2025, cita o relatório.
As 198 maiores cidades da região respondem, juntas, por 60% do PIB regional, sendo que metade deste desempenho se deve às dez maiores.

"A América Latina já se beneficiou da grande fatia dos ganhos fáceis trazida pelas populações urbanas em expansão. Hoje, a maioria das grandes cidades da América Latina se debate com trânsitos congestionados, deficits habitacionais e poluição, todos eles sintomas da deseconomia de escala", afirma o documento.
"Para que as maiores cidades da região possam sustentar seu crescimento, elas precisam ser capazes de abordar os desafios não apenas do desempenho econômico, mas também das condições sociais vividas por seus cidadãos, do uso sustentável de recursos e da solidez de suas finanças e governança."
Se comparada com outras metrópoles mundiais, avalia o relatório, as da América Latina sofrem mais gravemente de problemas como falta de moradia, educação e sistema de saúde precários, além da ineficiência na distribuição energética e no manejo do lixo.

Qualidade de vida

O relatório define as grandes cidades como aquelas com população acima de 200 mil habitantes. Nesta categoria estão 198 cidades da região.

Dentro deste grupo estão as quatro megacidades com população acima de 10 milhões de habitantes - Rio, São Paulo, Buenos Aires e Cidade do México.
Os analistas creem que é no grupo intermediário onde se nota mais dinanismo. Neste grupo estão urbes de médio porte como Curitiba, Florianópolis, Mérida (no México) e Medelín (na Colômbia).
A McKinsey prevê que nos próximos 15 anos essas cidades cresçam acima das médias nacionais, diferentemente das 10 metrópoles regionais, que no momento estão exacerbando os problemas nacionais, em vez de mitigá-los. A exceção é feita ao Rio de Janeiro, que vai ter grandes investimentos por causa do pré-sal e da Copa e Olimpíada.

Para reverter esse quadro, é precisa investir em planejamento urbano. Apneas para lidar com a falta de moradia, a região precisar de US$ 3 trilhões até 2025


Aproveite a faculdade para criar "networking", ensina livro

Networking" é o ato de cultivar uma rede de contatos de pessoas que trabalham em áreas de interesse parecidas. Quanto mais indivíduos de própria área alguém conhece, mais facilidade ela terá para entender a dinâmica do seu seguimento, conseguir empregos, ser indicada para vagas em mestrados e doutorados e vários outros os tipos de oportunidades. 

O livro "Carreira: Você Está Cuidando da Sua?", dos especialistas da Cia. De Talentos Sofia Esteves, Renata Magliocca e Danilca Galdini, defende que este tipo de laço deve ser estabelecido desde a faculdade.
No entanto, a ação não precisa ser tratada como uma relação de interesse, mas como uma troca. Afinal, pessoas que escolheram o mesmo seguimento profissional têm pelo menos uma grande interesse em comum.
Com depoimentos de profissionais bem-sucedidos de diversas áreas do mercado de trabalho, o livro reúne dezenas de dicas para profissionais em formação e para quem ainda não se entendeu muito bem com a carreira. 

Entre as pessoas que dão os seus relatos no livro estão Marcelo Tas, apresentador de televisão, Gilberto Dimenstein, colunista da Folha e idealizador do projeto Aprendiz, Fábio Barbosa, presidente do Conselho de Administração do Grupo Santander e Kees Kruythoff, CEO da Unilever Brasil. 

eia trecho de "Carreira: Você Está Cuidando da Sua?" sobre o "Networking".
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Networking nos corredores da universidade?
Os nossos relacionamentos no período da faculdade podem contribuir não só para os aprendizados e desenvolvimento de alguns comportamentos, mas também na construção de nossa rede de relacionamentos, conhecida como networking. É possível que depois da faculdade você ainda cruze no mercado de trabalho com as pessoas com as quais você se relacionou durante todos os anos de graduação. Elas poderão estar no papel do entrevistador daquele mestrado, do colaborador da área da empresa em que você busca atuar ou poderão ajudar com toda e qualquer indicação de relacionamento e/ou oportunidade de carreira. A recomendação de um amigo e de um professor ou uma boa primeira impressão faz uma enorme diferença quando estamos falando de imagem profissional, e ela pode começar a ser construída desde o primeiro ano de graduação. 

O professor, escritor e empresário José Augusto Minarelli explica o conceito de network de forma rápida e objetiva, trazendo uma visão um pouco diferente da visão norte-americana que é focada apenas em negócio. A ideia dele sobre a rede de relacionamentos, para nós é mais humanista, já que para ele o networking é algo de extremos valor para a vida e para a carreira, uma vez que é uma atitude, uma forma de se relacionar com as pessoas que valoriza a convivência em benefício de todos. O networking não é uma via de mão única, e não deve ser encarado como uma agenda de pessoas que podem oferecer algo; ao contrário, não tem relação com o indivíduo, mas com o social: é uma maneira de aproximar as pessoas, de gerar reciprocidade, solidariedade e também conhecimento, acesso a oportunidades, fazer negócios e tantas outras coisas. 




Projeto urbanístico vencedor para o Rio 2016 aposta no legado dos jogos

Deixar como herança aos cariocas a estrutura da Olimpíada de 2016 integrada à cidade é a principal marca do plano urbanístico vencedor do Projeto Olímpico do Rio de Janeiro, anunciado nesta sexta-feira.
Em entrevista à BBC Brasil, o urbanista australiano Adam Williams, autor do projeto juntamente com o arquiteto britânico Bill Hanley, disse que a proposta reproduz alguns conceitos presentes no 'masterplan' de Londres, também assinado pelo escritório da dupla.

Para evitar desperdício, o plano apresentado pelo escritório londrino da Aecom, uma multinacional americana, prevê estruturas provisórias para evitar subaproveitamento no futuro.
"Para alguns, o projeto talvez não pareça espetacular à primeira vista. Mas nós quisemos ser pragmáticos, fazendo algo que se adeque às necessidades da cidade e funcione em seu contexto, sem recorrer a grandes gestos arquitetônicos", disse Williams.
O projeto traça os planos de urbanização de uma área de mais de 1.000 km² na região do Autódromo de Jacarepaguá, um terreno triangular com dois lados voltados para uma lagoa, na zona oeste do Rio.
Durante os jogos, o Parque Olímpico vai abrigar disputas de 15 modalidades esportivas, como basquete, judô e saltos ornamentais (os projetos de cada instalação esportiva não fazem parte plano urbanístico e serão escolhidos em novo concurso).
As diretrizes para o plano urbanístico estabelecem que, após os jogos, parte da área deve se transformar em um bairro, enquanto outra – com estruturas olímpicas permanentes – daria lugar ao Centro Olímpico de Treinamento (COT).
A recomendação era que pelo menos 60% da área desse lugar a empreendimentos futuros (residenciais ou comerciais), ficando o restante (cerca de 40%) para o COT.
"Nós desafiamos esse número e propusemos que apenas 25% continue sendo o Centro Olímpico. Achamos que 40% era grande demais, um espaço que seria custoso manter, e vimos que a área menor pode satisfazer as exigências da cidade e do comitê olímpico", argumenta Williams.
De acordo com o urbanista, o principal aprendizado com a Olimpíada de Londres foi conceber espaços eficientes para abrigar os jogos, mas sem gerar estruturas que vão ser subutilizadas e custar caro para manter no futuro.

Concurso

Promovido pela prefeitura e pelo Instituto de Arquitetos Brasileiros (IAB), o concurso internacional contou com 60 trabalhos apresentados por escritórios de 18 países.
Os projetos eram identificados por números, para que o júri avaliasse as propostas sem conhecer seus autores. Outros finalistas também eram estrangeiros: em segundo lugar, ficou um projeto dos Estados Unidos, e em terceiro, um de Portugal.
Presidente do IAB, Sérgio Magalhães ressalta dois parâmetros fundamentais estabelecidos para os concorrentes: eles deveriam levar em consideração "o tempo olímpico"; e "o tempo da cidade como um todo".

"Tinha que ser um projeto excepcional durante os jogos e também para o o tempo além de 2016. Esse projeto conseguiu isso, com um desenho urbanístico de muita qualidade e até com certa referência a valores paisagísticos do rio, como o calçadão de Copacabana", aponta Magalhães, chamando a atenção para a via sinuosa preta e branca que corta o terreno e remete a um dos ícones do Rio.

Inspiração

Adams diz que a referência a Copacabana foi uma de diversas inspirações buscadas para fazer com que o espaço parecesse algo “familiar” aos cariocas, e não algo estrangeiro.
A equipe buscou inspiração na cultura da cidade e em arquitetos com Oscar Niemeyer, Lucio Costa e no paisagismo de Roberto Burle Marx.
O Aterro do Flamengo projetado por Burle Marx, por exemplo, foi a referência para desenhar a "orla" da Lagoa de Jacarepaguá.
"Sabemos que os cariocas gostam muito de praticar esportes e atividades de lazer, algo que o Aterro proporciona", diz Williams.
"Não queríamos chegar e projetar prédios mirabolantes. Queríamos ter elementos com os quais as pessoas pudessem se identificar e que já funcionassem bem na cidade."

Trânsito

O resultado do concurso foi anunciado no Parque Aquático Maria Lenk, ao lado do Autódromo, e parte do futuro complexo.
Williams admite que ficou um bom tempo parado no trânsito, em pleno meio-dia, antes de conseguir chegar de Jacarepaguá, na zona oeste, de volta à Copacabana, na zona sul, trajeto que será feito por muitos turistas e jornalistas durante os jogos.

Ele acredita, entretanto, que a cidade já esteja remediando os problemas do trânsito e da mobilidade pública com a abertura dos corredores expressos de ônibus (BRTs) e com a extensão do metrô, projetos que deverão ficar prontos a tempo da Olimpíada.
O urbanista não nega que o terreno que tem “em mãos” seja isolado e pouco amigável a pedestres. Mas acredita que, com o tempo, aquela área ficará cada vez mais integrada à cidade.


Escassez de executivos repatria brasileiros, diz 'Financial Times'

Um crescente número de executivos brasileiros que vivia no exterior havia muito tempo está retornando ao país para preencher vagas abertas pela escassez de talentos locais em nível gerencial, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.
"Eles estão ajudando a maior economia da América Latina a lidar com a falta de talentos gerenciais conforme ela se torna cada vez mais entrelaçada com a economia global, particularmente após a China tomar o lugar dos Estados Unidos como o seu maior parceiro comercial, em 2009", afirma o jornal.

Segundo a reportagem, a cultura particular brasileira, a pouca proporção de pessoas que falam inglês e as particularidades da política e da burocracia do Brasil tornam mais difícil contratar estrangeiros para trabalhar no país.
Além disso, segundo o jornal, a crise financeira global que atinge com mais força os países desenvolvidos está levando cada vez mais brasileiros expatriados a pensar em voltar.
Salários em alta
O diário cita os setores bancário e de engenharia como os mais populares para os expatriados e diz que a escassez de mão de obra no setor se vê refletida em salários em alta.
Segundo um estudo recente feito pela consultoria Dasein Executive Search, citado pelo jornal, os altos executivos de São Paulo são atualmente os mais bem pagos do mundo.
"Essa tendência vem sendo acentuada pelo fortalecimento do real diante do dólar, mas tem sido principalmente induzida pela demanda por talentos", diz a reportagem.
O texto cita dois executivos que retornaram recentemente ao país após 24 e 31 anos no exterior, respectivamente.

Para o Financial Times, o recente crescimento da importância do Brasil no cenário internacional era praticamente inimaginável quando eles deixaram o país.
"Há 30 anos, o Brasil era governado por uma ditadura militar que governava uma economia propensa a crises. O milagre econômico chinês ainda era algo do futuro e a China somente emergiria como um grande motor para o setor de exportações de commodities brasileiro em meados dos anos 2000", observa o texto.


Crédito desacelera em julho, inadimplência avança mais

BRASÍLIA (Reuters) - O crédito total do sistema financeiro no Brasil desacelerou em julho, mas a inadimplência cresceu ligeiramente, atingindo o maior patamar em 17 meses com os atrasos nos pagamentos das pessoas físicas.

O Banco Central previu uma "acomodação" da inadimplência ainda no segundo semestre, e afirmou que a moderação do crédito já reflete o aperto monetário e a desaceleração da atividade econômica, ainda que também haja uma influência sazonal.

O estoque de financiamentos aumentou 1,1 por cento em julho sobre o mês anterior, chegando a 47,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ou 1,854 trilhão de reais, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira pelo BC. Em maio e junho, o avanço mensal havia sido de 1,6 por cento.
As novas concessões com créditos livres, que excluem financiamentos com taxas fixadas em programas governamentais, caíram 5,1 por cento na média diária do mês, para 8,477 bilhões de reais.
"O crédito livre está refletindo sem dúvida um ambiente mais restritivo das condições creditícias, por conta da política monetária e das medidas macroprudenciais", afirmou a jornalistas o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Ele ponderou que parte do desaquecimento também pode ser atribuído a uma tendência sazonal, em um provável efeito das férias. Em agosto, ao contrário, a tendência histórica é de crescimento das concessões, segundo Maciel.

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BTG inicia conversas para fusão com chilena Celfin

SÃO PAULO (Reuters) - O BTG Pactual anunciou nesta quarta-feira ter entrado em negociações exclusivas para se fundir com a chilena Celfin Capital, em meio aos planos da companhia comandada por André Esteves de se tornar o maior banco de investimentos do mundo entre países emergentes.
"Se concluída, a fusão criaria a maior banco de investimentos da América Latina, com uma posição de liderança em muitos dos mercados mais importantes da América Latina", segundo trecho do comunicado, que não detalhou se o BTG compraria uma participação na Celfin ou vice-versa.
O comunicado chega cinco dias depois de o BTG Pactual ter solicitado registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), medida que abre caminho para a companhia se listar em bolsa de valores.

Com cerca de 65 bilhões de dólares em ativos sob administração, o BTG se apresenta como o principal banco de investimentos brasileiro, com operações também na área de gestão de recursos.
Em dezembro de 2010, o BTG vendeu 18,65 por cento de seu capital para um consórcio internacional formado por fundos soberanos de Cingapura e de Abu Dhabi, o fundo de pensão canadense Ontario Teachers (OTPP) e a J.C. Flowers, empresa de investimentos no setor financeiro, por 1,8 bilhão de dólares.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Para ministro, indústria brasileira tem de se adaptar a real forte

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira que o real forte faz parte de uma realidade que não irá mudar no curto prazo e que o setor industrial precisa se adaptar a este cenário.

"O câmbio não vai mudar a curto prazo. O Brasil não vai voltar ao patamar de três e quatro anos atrás. O Brasil faz parte do time de países com moeda forte", afirmou o ministro, ao comentar a nova política industrial brasileira, em encontro com a imprensa estrangeira em São Paulo.
A valorização do real, que compromete a competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional e facilita a entrada de importados, é uma das grandes queixas do empresariado.

Segundo o ministro, "os empresários que produzem hoje são os mesmos que produziam há 20 e 30 anos", tempos de moeda desvalorizada. Para Pimentel, a nova geração de líderes empresariais terá o real forte como parte do cotidiano e tratará o tema com maior naturalidade.

"Você não vê empresário francês e alemão reclamando do câmbio", disse o ministro, cobrando inovação no setor industrial brasileiro.
Segundo Pimentel, "a indústria brasileira não se atualizou" nas últimas décadas, por causa da instabilidade econômica vivida pelo país nas décadas de 1970 a 1990.
Pimentel reconheceu, no entanto, que o mundo vive um período de adversidades e que "a guerra cambial cria um ambiente de disputa comercial acirrada".

Impostos

Para Pimentel, a grande inovação da nova política industrial, chamada Brasil Maior, e lançada na terça-feira pela presidente Dilma Rousseff, é a desoneração da folha de pagamentos para os setores de confecções, calçados e artefatos, móveis e softwares até o fim de 2012.
Para o ministro, trata-se do início de um processo, indicando que mais setores devem ser incluídos no futuro. O setor de bens de capitais também continuará a ser beneficiado com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
"O Brasil não pode cobrar de quem está investido e empregando", disse Pimentel.

O ministro disse, no entanto, que não há mais espaço para renúncia fiscal do governo neste momento. Só com a desoneração desses setores o Tesouro deixará de arrecadar cerca de R$ 25 bilhões.
No dia do lançamento do plano, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, elogiou o pacote mais disse que é preciso mais.

"O plano é positivo, mas não será capaz de tirar a indústria do sufoco, porque persistem problemas a serem sanados, como o câmbio, os juros altos e a elevada carga tributária", disse Andrade, segundo comunicação oficial da CNI.

Protecionismo e inovação

Pimentel negou que a nova política industrial seja um pacote protecionista. Segundo o ministro, nenhuma medida tem relação com barreira tarifária.
As medidas da nova política industrial incluem ainda a preferência de compra, por parte do governo, de produtos nacionais com preço até 25% maior que similares estrangeiros, a fim de estimular a produção no país.




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